Por: Betinho Marques – @rmarques13

A primeira bandeira costurada por Dona Alice
Uma aula que se matou no Parque Municipal
O Galo de Zé do Monte
Um suor transformado em sangue por um ideal

A filosofia de fortalecer no amor
De punho cerrado pro ar
Um bicudo aos 48’ no azar
A essência de sorrir mesmo com dor

Um novo tempo começou
Antes o beija-flor no ar parou
Abraçados na injustiça de 81, pai e avô
Gol espírita do Miquica, por favor!

Não quero te contar do que passou, meu grande amor
A memória é uma mesa de domingo em família
Ela diz do Antônio Carlos ao Califórnia
Fala da amargura de 77 com poesia, codifica em alegria

A nossa casa é um terreno em planta
E nem todos estarão no cortar dos laços, Sr. João Marques, um abraço
Pode ser que se pereça o tempo e os passos
Nunca a justiça dos abraços

Suas listras sempre multifacetadas, do nada ao tudo
Um bruxo cheio de dentes em todo espectro da luz
Uma estrada sempre de pedras e tachinhas
Tiramos todas com a bomba do Éder

Esperança ainda que tardia
A casa própria
O Galo é verbo da melodia
Quando o Galo vence, Jesus lá de cima sorri

Andou reto num país de encobertos
Passou por todas as condicionantes em vários endereços além da Afonso Pena
Mas o travesseiro era mais leve que um poema
O poleiro sairia contra o mau agouro, ainda que tardia, o travesseiro dos outros não sei, havia?

O Atlético nunca foi dos donos de supermercados ou jornais, sinais
Sua construção não foi ter a lata ou a fachada paradoxal
Mas o Galo, por vezes, juntou os cacos e as bandeiras, sem queimar seu ideal
Construiu sua história na raiz, no lastro visceral e imortal, edificação social

A vida é um rastro no chão e há marcas que estão no terreiro
Não se passa por acaso a estadia, mas o suor da luta valoriza a alegria, filantropia
A janela é de quem faz bem feito
O sentimento atleticano não oxida o peito

Até sofreu, enxugou seu choro na bandeira e disse: “não volto mais”
Na semana seguinte estava na Rua de Fogo dizendo: “falei de nervoso”
O pão do atleticano é um ingresso
O ingresso do atleticano é o pão, meu irmão

Chegou a hora de fincar a bandeira de Dona Alice
Marcar território no simples, com gente, queimando carvão
O atleticano, a tal da “cachorrada”, povo marcado por sorrir mesmo na dor, comunhão
A casa é da Massa, a liberdade, ainda que tardia, mas entope aí de gente, meu amor

Eu vi muitos homens no Gelo, honrando Minas, estive presente em cada jornada aberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale mais que dividir o pão com o irmão
O pão dividido é o ingresso, o ingresso para o atleticano é o pão

A nova casa é um terreno em planta
E nem todos estarão no cortar dos laços, Sempre e Roberto Drummond, um abraço
Pode ser que se pereça o tempo e os passos
Nunca a justiça dos abraços

A cachorrada quando machucada lambe as feridas, cicatriza
Está no bom e no péssimo
É o olho de um cego
Cachorro, do preto ao branco, perdoa, não tem ego

Marcando território, fincando bandeira
Teu amor a tudo brilha e cheira com magia, sinestesia
A sua taça agora é uma escavadeira, o beijo é um CPII e o subir da estrutura
O amor que se constrói na raiz não chega por fax, não se compra na feira.

Esperança ainda que tardia, o Galo é verbo da melodia!
Galo, som, sol e sal é fundamental!
Arena MRV vem aí, uai sô!

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