Por: Betinho Marques

O Brasil possui cerca de 12% das reservas de água potável no mundo. Parte dessas reservas se encontram nas bacias São Francisco, Paraná e 60% da bacia amazônica, mas a distribuição deste bem universal é desproporcional. Mais de um bilhão de pessoas não têm acesso à água no mundo. Diante deste cenário, desde a Copa de 2014, os novos estádios se preocupam em não andar contra as tendências econômicas e sustentáveis. A nova casa do Galo não será diferente, tudo na Arena MRV será moderno e responsável socialmente.

Vamos, de forma breve, elucidar o atleticano sobre os dados mais relevantes e o processo racionalizado de aproveitamento de águas das chuvas na Arena MRV. O empreendimento possuirá um Sistema de Coleta e Aproveitamento de Água Pluvial proveniente do sistema de drenagem pluvial da cobertura, cujo volume atende parcialmente à demanda de água para fins não potáveis.

“A água proveniente do sistema será utilizada para abastecimento das bacias sanitárias e mictórios do empreendimento, além da irrigação do campo esportivo. Todas as instalações do empreendimento serão projetadas e executadas de acordo com as exigências da norma brasileira NBR 15527/2007 Água de chuva – Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis e com as exigências e recomendações usuais da concessionária de água e esgoto. ”

Parâmetros, Curiosidades e Avaliação do Sistema – Área de captação da cobertura – 18.550,45m²

O escoamento superficial considerado para os cálculos foi de 95%, ou seja, como uma área de concreto, com intervenção humana no trecho da esplanada, pouco desta água infiltra no solo, sendo direcionada às galerias e canaletas pluviais. Os cálculos sobre as precipitações (chuvas) foram balizados com base no histórico da cidade de Belo Horizonte por tabelas normatizadas.

O volume total dos reservatórios do sistema de coleta e aproveitamento de água pluvial é de 1.050 m³ (640 m³ água de reuso + 320 m³ reaproveitamento + 90 m³ irrigação do campo). O cenário adotado para avaliação dos reservatórios do sistema de aproveitamento foi:

1 – Funcionamento da Sede Administrativa: 30 dias/mês (22,66 m³ x 30);

2 – Irrigação do campo: 30 dias/mês (90 m³ x 30);

3 – Grandes eventos e jogos: 06 eventos/mês (497,473 m³ x 06);

4 – Demanda constante total mensal = 6.364,64 m³ – soma dos itens 1,2 e 3 = 6.364.640 L ou 212.154,66 L/dia;

5 – Eficiência do Aproveitamento de 40,24% no ano – Número só não é melhor devido aos meses de pouca chuva entre abril a setembro);

6 – Dias de jogos/eventos 421.368 L/dia ou 421,368 m³, o dobro dos dias sem eventos.

Resumo para a Massa

A Arena MRV aproveitará ao máximo o potencial hidrológico para reutilizar a água das chuvas desde a irrigação do campo, mas também para o uso em banheiros, bacias sanitárias e mictórios. Como sabido, apenas 3% da água do mundo é potável e 90% desta está congelada nas geleiras ou em lençóis freáticos, sendo o Brasil, apesar de tudo, privilegiado com o bem que não é inesgotável, mas que precisa ter seu uso consciente e melhor distribuído. A Arena MRV projeta um empreendimento funcional, em consonância com os recursos naturais, mantendo a sintonia com a modernidade. A harmonia com as necessidades da cidade passa por cuidar da água, um recurso tão vital que a NASA está buscando gotículas até na lua.

Galo, som, sol e sal é fundamental!

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