O projeto da Arena MRV é cuidadoso em cada detalhe e traz consigo conceitos modernos de inclusão, que vão além dos aspectos normativos referentes aos portadores de mobilidade reduzida.

A preocupação vai desde a chegada desses torcedores até a saída, passando pelos acessos nas catracas e para as arquibancadas, banheiros e áreas próprias em todos os três níveis de arquibancada da Arena MRV: inferior, intermediário e superior.

No total, são 460 espaços para cadeirantes, cada um com assento para acompanhante, conforto, segurança e boa visibilidade, como destaca o coordenador do projeto da Arena MRV na Farkasvölgyi Arquitetura, Klauss Oliveira.

“Existiu uma preocupação tanto da equipe de arquitetura como da equipe de trânsito, da equipe que tratou a acessibilidade da Arena, de como que esse torcedor chegaria à Arena MRV, seja vindo de metrô ou de ônibus, sem cruzar com veículos, sempre através de passarelas ou calçadas e passeios mais largos que possam comportar esse público sempre com segurança e tranquilidade. Da mesma forma, para aquele torcedor que vem de carro, temos vagas destinadas a eles em uma proporção que está dentro da norma. O carro dele estará estacionado a, no máximo, 50 metros de uma circulação vertical. Então, todas essas vagas estarão próximas de um elevador para conduzi-los ao interior da Arena MRV.”, informa.

Projeto da Farkasvölgyi Arquitetura

Klauss Oliveira também fala sobre os acessos à esplanada, que tem um papel muito importante na Arena por ser local de concentração, controle e verificação de segurança.

“Todo esse espaço é acessível através de rampas, na inclinação que a norma exige. Inclusive as catracas são pensadas para o portador de mobilidade reduzida, com espaço de manobra e área de saída para o caso dele precisar retornar se o ingresso não passar na catraca. A partir do momento que esse usuário acessa a Arena MRV, ele tem acesso em nível à arquibancada inferior, que está no mesmo nível da esplanada. Para as arquibancadas intermediárias e superiores, ele terá algumas baterias de elevadores dedicados a ele. Além disso, todos os acessos verticais, os maiores da Arena, são estruturados em rampas”, comenta.

Segundo o coordenador, o projeto teve toda a preocupação em relação ao conforto e à segurança desse público específico. De acordo com ele, mesmo em alguma situação de queda de energia, onde os elevadores não estejam funcionando, todos os nossos níveis de arquibancada se conectam em nível com a rua.

“Esse torcedor poderá ver o jogo de qualquer um dos níveis de arquibancada do estádio. A lei não fala que você precisa entregar bons lugares ao portador de mobilidade reduzida, ao cadeirante, mas essa foi uma preocupação nossa. Na arquibancada inferior, a gente fez plataformas onde os cadeirantes terão seus lugares, de forma que o torcedor que está na frente possa ficar em pé e erguer a mão que não entrará no ângulo de visão desse cadeirante. Nas arquibancadas intermediária e superior, ele ocupa a primeira fileira, com visão completamente livre. Outra preocupação na área interna é em relação aos banheiros específicos para portadores de necessidades especiais, sempre ao lado de onde houver um conjunto de banheiros para o usuário comum, porque a gente entende que esse torcedor vai ao campo com a família e os amigos e, na hora que todos forem ao banheiro, ele irá junto e terá um banheiro ali. Além disso, haverá uma distância máxima de 50 metro entre os banheiros para cadeirantes”, conclui.


Origem: https://www.atletico.com.br/noticias/arena-mrv-tambem-e-acessibilidade

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