Mesmo durante a pandemia e com todos os reflexos da crise gerada por ela, o Atlético tem se reforçado no mercado da bola. Muitos torcedores têm se perguntado de onde vem todo esse dinheiro, e a resposta está nos parceiros do clube, especialmente MRV e BMG. O clube ainda tem um treinador com um altíssimo salário, além de um diretor de futebol bastante renomado.

Os gastos do Galo vão além de Jorge Sampaoli e Alexandre Mattos, naturalmente, e o clube tem contado com seus investidores. Ao programa Os Donos da Bola, da Band, o presidente Sérgio Sette Câmara afirmou que a parceria tem firmada para “transferências financeiras de mútuo”, que é quando uma empresa cede um empréstimo ao clube, que paga de maneira parcela com juros baixos.

“Como vocês sabem, o que existe são apenas transações financeiras de mútuo. Uma vez feita a venda de um jogador que não necessariamente foi objeto de determinado mútuo, a gente vai e amortiza”, colocou Sette Câmara.

O Atlético encaminhou as contratações de Marrony (R$ 20 milhões), Léo Sena (R$ 4 milhões), Alan Franco (R$ 6 milhões) e Keno (17 milhões). A imprensa argentina ainda noticiou que o Atlético também encaminhou a aquisição do zagueiro Junior Alonso por (R$ 17 milhões).

Para o presidente do Galo, essa relação dos investidores para viabilizar contratações e até para ajudar no salário do técnico Sampaoli (R$ 1,2 milhão por mês) dará retorno a essas empresas em caso de resultados positivos do time. Todo o investimento pode resultar em uma equipe competitiva e com títulos.

“Na medida em que se tem um time forte, se eles [investidores] estiverem recebendo o mútuo deles, ainda que com juros abaixo do mercado, mas de uma forma que pelo menos custeie a operação, é um ótimo negócio. O retorno que a marca tem quando o clube está disputando títulos, na mídia nacional e internacional, é muito grande”, disse o presidente do Galo.

Para Sette Câmara, é um movimento natural de investimento e retorno. “É uma coisa difícil de se medir no papel, mas é claro que o retorno financeiro do patrocínio é extremamente interessante. Se eles enxergam que ajudando a montar um grande time, as duas coisas se casam, a receita é essa. É muito simples”, completou.

Dentre BMG e MRV, a construtora é a maior parceira do Atlético atualmente. Inclusive, vai dar nome ao estádio do Galo (Arena MRV), pela compra dos naming rights. A parceria dessas empresas se dá em contratações, pagamento de dívidas e de salários, como o de Sampaoli, por exemplo.

“O nosso principal parceiro hoje, indubitavelmente, é o Rubens [Menin, da MRV]. Ele tem um grande sonho, que é o de inaugurar a nossa arena. E sabe e quer que a gente inaugure a nossa arena com um Atlético pujante, com um grande time. Ele tem uma grande amizade com o Ricardo [Guimarães, do banco BMG], que é um grande parceiro dele também. Tem o Rafael [Menin], filho do Rubens, que é mais atuante, é o presidente da MRV”, disse o presidente.

“O retorno é grande porque a arena se chama Arena MRV. E na camisa do Atlético você tem a marca do banco BMG”, completou Sette Câmara.


Origem: https://www.otempo.com.br/superfc/atletico/de-onde-vem-esse-dinheiro-presidente-do-galo-explica-relacao-com-parceiros-1.2349459

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